HISTÓRIA DA ARQUITETURA MODERNA – LEONARDO BENEVOLO: • REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E ENGENHARIA ESTRUTURAL: Os câmbios motivados pela revolucion industrial se perfilam na Inglaterra, a partir de meados do século XVIII, vão produzindo com atrasos mais ou menos acusado,, e os outros Estados Europeus: aumento da população, incremento da produção industrial e mecanização dos sistemas de produção. Em meados do século XVIII, Inglaterra conta aproximadamente com seis milhões e meio de habitantes: em 1801, ano em que se leva após o primeiro censo, se padronizam 8.892.000 pessoas, e em 1831 sobre de 14.000.000. Este incremento não se deve a um aumento da taxa de natalidade – que se mantém quase exatamente constante a todo o período, entre 37,7 e 36,6 por 1000 -, nem a um predomínio da imaginação sobre a emigração, mas a uma notável redução do coeficiente de mortalidade, que descende de 35,8 (década de 1730-1740) a 21,1 (década de 1811-1821). Não há dúvida de que as causas desta diminuição são, principalmente, de ordem higiênica: melhoras na alimentação, na higiene pessoal, nas instalações públicas, nas habitações, progressos na medicina e melhor organização dos hospitais. O aumento da população vem acompanhada de um desenvolvimento da produção nunca visto anteriormente: Em setenta anos, 1760-1830, a produção de ferro passa de 20.000 a 700.000 toneladas, a de carbono de 4.300.000 a 115.000.000; a indústria de algodão, que em meados do século XVIII absorvia 4.000.000 de libras, em 1830 consumia quase 270.000.000. O incremento é, uma vez, quantittativo e qualitativo: se multiplicam os tipos de industrias, o tempo que se diferenciam os produtos e os procedimentos para fabricá-los. Os incrementos demográfico e industrial se influencia mutuamente de modo completo. Algumas das maiores higiene depende da indústria: por exemplo, os progressos do cultivo e transportes, implicam uma melhor alimentação; a limpeza pessoal é favorecida por uma maior quantidade sabão e de roupa interior de algodão e acessível; as residências alcançam maior salubridade, a ser substituído a madeira e a palha por materiais com maior durabilidade ainda mais, a ocorrer a separação entre casa e trabalho; o progresso da técnica hidráulica proporciona maior eficácia nos esgotos e conduções de água, etc. Mas as causas são decisivas, provavelmente, os avanços da medicina, cujos efeitos alcançam também os países europeus no industrializados onde, na verdade, a população aumenta neste período em virtude do mesmo mecanismo. Por sua vez, a necessidade de se alimentar, se vestir e dar abrigo a uma população crescente e, certamente, uma das causas que estimulam a elaboração de produtos manufaturados, mas também poderia ocasionar a simples diminuição do nível de vida, tal como aconteceu na Irlanda durante a primeira metade do século XIX e como ocorre todavia na Asia (pode se observar que a rápida mecanização da industria inglesa se deve, entre outras causas, o desequilíbrio entre a mão de obra que pode ser ampliada na produção e os pedidos do comercio, ou seja, o fato de que a população não aumenta tão rapidamente como o volume da produção industrial francesa está relacionado, ao contrário, com população muito mais numerosa, cerca de 27.000.000 a explodir a revolução). A industrialização é uma das respostas possíveis ao incremento da população, e depende da capacidade de intervir eficazmente sobre as relações de produção, o objetivo de adaptá-las a novas exigências. Para explicá-lo podem escrever algumas circunstâncias que favorecem a expansão econômica: na Inglaterra, o aumento da renda agrícola como conseqüência das ; a existência de grandes capacidades, favorecida pela distribuição desigual das rendas, o baixo tipo de interesse, a crescente oferta de mão de obra; as numerosas invenções técnicas derivadas da investigação cientifica pura e de elevado grau de especialização; a profissão de empresários capazes de partir da disponibilidade e simultânea presença de intentos, a abundancia de sabedoria artesanal e de capital (a forte mobilidade vertical entre as classes cria uma situação altamente propicia para a exportação dos talentos naturais), a relativa liberdade que desfrutam os grupos incoformistas e os descendentes religiosos que, de fato, se mostram muito ativos na industria, a atitude do Estado colocando travas menos rígidas que as habituais e as atividades econômicas, é pelas menores preocupações estratégicas e fiscais, é pela influencia das teorias liberais expostas por Adam
Smith.
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