domingo, 3 de outubro de 2010



CURIOSIDADE: ORIGEM DO ELEVATOR 

          O princípio de uma plataforma suspensa dentro de uma cabine vertical para o transporte de pessoas ou materiais pesados, foi descrito pela primeira vez pelo arquiteto romano VITRUVIUS, no século I a. C.

         A elevação era obtida utilizando-se um contrapeso, que subia e descia sob o controlo de uma roldana movida por uma manivela do lado de fora da plataforma. 

         É provável que esses elevadores tenham sido utilizados nas casas romanas com vários andares, onde teriam sido operados por escravos. 

       O primeiro elevador conhecido foi o que o rei Luís XV mandou instalar, em 1743, no Palácio de Versalhes. 

       Ligava os seus aposentos ao de sua amante, madame de Châteauroux, no andar de baixo. 

     Não se sabe o nome do inglês que, em 1800, pensou em utilizar um motor a vapor para mover os elevadores. 



      Este motor era instalado no teto e controlava o enrolar e desenrolar do cabo ao redor de um cilindro. 

       Em 1851, o americano Elisha Graves Otis (1811-61) inventou um sistema de segurança que impedia que o cabo balançasse, prendendo-o num trilho e bloqueando-o com uma série de garras. 


       Isso permitia o uso do equipamento também por pessoas. Para mostrar a eficiência de sua invenção, em 1854, ele mandou cortar o cabo de um elevador que ele mesmo pilotava. O primeiro elevador de passageiros foi inaugurado por ele em 23 de Março de 1857 numa loja de cinco andares em Nova York. 


       Em 1867, o francês Léon François Edoux inventou o elevador de coluna hidráulica. 


       O mesmo Edoux construiu, em 1889, um elevador de 160 metros de altura para a Torre Eiffel. 


   Esses elevadores eram 20 vezes mais rápidos do que os seus predecessores, que trabalhavam com tração. 

        Em 1880, a empresa alemã Siemens; Halske utilizou energia elétrica na tração dos elevadores.
        
       Ele subiu 22 metros em 11 segundos. 

   O uso de eletricidade permitiu a introdução de interruptores para controlar o elevador em 1894. 



       Fonte:


       http://www.voxdei.org.br/invencoes.htm

RESUMO: A FORMA NA ARQUITETURA, OSCAR NIEMEYER

A obra em análise é quase uma autobiografia, nos apresenta detalhes importantes da formação e surgimento de um grande artista, que ultrapassa os conceitos gerais da Arquitetura, tornando-se um visionário, um gênio, alguém que sente sua arte, que vive através e por ela.
Este pequeno livro mostra um dos papéis de Oscar Niemeyer para a Arquitetura Brasileira, relatando um pouco de sua infância boêmia vivida no interior do Estado do Rio de Janeiro, destacando também suas principais obras espalhadas pelo mundo e refere-se especificamente ao seu tipo de Arquitetura, sobressaindo-se um assunto polêmico até os dias de hoje “Qual o problema na Forma da Arquitetura”.
Niemeyer tem sua forma de trabalho muito individual, diz que a Arquitetura “ Tem que ter beleza, suavidade com suas curvas, encher os olhos de quem passa,...”, pois bem, foi exatamente isso que introduziu nesta esplêndida fase de sua carreira, formou-se em 1934 na Escola Nacional de Belas Artes, alguns anos depois destacou-se na profissão com suas obras internacionais e nacionais como o Pavilhão de Nova Iorque (1939)  e Pampulha (1940) em Belo Horizonte, em 1945 entrou para o partido comunista, começando daí sua luta idealista, por uma sociedade mais justa, etc. Sua vida profissional nesta época ocupou-se de muito trabalho, de certa forma ficando um pouco isolado do que acontecia fora de seu escritório.
Iniciou sua carreira com Arquitetura Contemporânea, época do ângulo reto, plantas de dentro para fora, da máquina de habitar, como disse Le Corbuseier “ Uma casa é uma máquina de morar”, tempo de imposição de elementos construtivos, atrevendo-me a dizer que foi tempo de produtividade imobiliária, uma arquitetura sem muitas liberdades para invenções de funcionalidade, neste período Niemeyer seguia por uma ideia a embarcar na fantasia e não como a época o induzia, em uma Arquitetura de técnicas construtivas que modificaria as construções da época, transformando as fachadas principalmente, telhados, terraços-jardim,etc.
Após uma fase limitada da Arquitetura Contemporânea, o Arquiteto voltou a praticar as suas ideias contra o Funcionalismo, seguindo daí uma nova técnica de beleza e poesia que caminhavam juntas, uma Arquitetura com leveza, sensualidade feito os corpos das mulheres belas, atraindo-se pelas formas abstratas trazidas em várias épocas da Arquitetura do passado, enfim, após as obras da Pampulha, Niemeyer e os que faziam parte de sua equipe, como Lúcio Costa, Gustavo Campanema e também Le Corbusier, partiram para mais um grande feito da História da Arquitetura, que foi o Palácio da Cultura, uma equipe muito bem engajada, com isso surgiram novos prédios como o da Educação e Saúde, e 20 anos depois Niemeyer e Gustavo Campanema encontraram Benedito Valadares e Juscelino Kubichek para a Construção de Brasília, onde Niemeyer usou de toda  sua inspiração, principalmente para projetar o Palácio da Alvorada, lembrando que também 20 anos após a Construção de Pampulha em Belo Horizonte, seu colega Francês Deroche lhe disse “Pampulha foi um grande entusiasmo da minha geração”.
Podemos citar também além dessas obras, a Escadaria de Emergência do edifício da COPAN, um dos maiores edifícios da América Latina, o Memorial da América Latina, no bairro da Barra Funda, em São Paulo; Novo Museu de Arte, em Curitiba, a Universidade de Constantine, na Argélia; a famosa Casa de Cultura do Havre, na França; fachada da Sede da Editora Mandadori, em Milão na Itália; a grande Sede do Partido Comunista Francês, em París; a sua Casa das Canoas, no Rio de Janeiro, entre tantas outras belas obras do Arquiteto.
Niemeyer entre seus muitos conceitos, tem um em especial, que é muito pessoal, dizendo o seguinte: “o importante para nós em todos os sentidos é a liberdade. Tem que haver fantasia, uma solução diferente. O que vai ficar da Arquitetura, o que ficou, não foram as pequenas casas, e sim as Catedrais, as “Voutes”. Beleza é importante, vendo as Pirâmides, uma coisa sem o menor sentido, mas são tão bonitas, monumentais, que até esquecemos a razão delas e as admiramos, se ficarmos preocupados com a função, fica uma merda”. Um conceito direto, mas que faz muito sentido, realmente beleza é primordial em uma boa Arquitetura, mas não podemos esquecer da funcionalidade, este tipo de façanha é para poucos do ramo, mas ainda existe profissionais com esse dom, e o grande Oscar Niemeyer certamente é um deles, vive hoje na cidade do Rio de Janeiro, tem 102 anos e ainda esta em atividade, um de seus mais recentes projetos que se tem notícia é a  Universidade de Música e Artes Cênicas Dr. Daisaku Ikeda, para a cidade de Araraquara, São Paulo, divulgado pela Revista “Nosso Caminho”. 

                                  Direitos autorais: Gustavo Lagemann Isoppo