quarta-feira, 6 de outubro de 2010

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terça-feira, 5 de outubro de 2010



ENTREVISTA                                                       



Nome:_JOSÉ  PEDRO LAGES MACIEL   CREA:  RS 012 294
Endereço:     24 de Maio 451 / conj. 401 – Osório / RS
Naturalidade: BRASILEIRA


Em qual Instituição se formou e em que ano ?
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL/ UFRGS
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo / turma de 1979


Porque resolveu seguir esta profissão?
Somos arquitetos por opção e vocação.


Quais seus projetos principais e que tiveram maior destaque?

Nosso escritório está  há um bom tempo no mercado , atuando efetivamente  na área de arquitetura, seja projetando ou construindo, por isto temos uma vasta cartela de serviços e obras, tanto na área residencial ou comercial .   Nosso  site mostra um pouco do nosso desempenho, mas  acreditamos  que o destaque fica por conta do entusiasmo  e satisfação dos clientes  , mas  algumas  publicações em jornais e revistas especializadas acabam por destacar  alguns projetos  em especial.


Para você, o que é Arquitetura?
A arte  a serviço do bem estar, que se faz com técnica , emoção e arte .


Resumidamente, como foi sua trajetória até a formação de seu escritório?

Muito trabalho, e aprendizado, o que  continuamos a fazer ainda hoje : trabalho  e aprendizado.


Qual o método de trabalho em seu escritório?
Pesquisa e leitura sobre o tema a ser desenvolvido.


Como é a relação com os seus clientes?
 De muita confiança e credibilidade.


Qual é seu estilo?

Nosso estilo deve ser ditado pela espectativa  do cliente , ele sinaliza o tipo de trabalho  que deseja e nossa sensibilidade e experiência profissional traduz na forma do projeto mais adequado para  cada caso .


Como é para você a relação luz, cor, forma e volume?

A tradução do  nosso aprendizado . Lembrando  que   a função   deve  estar associada a  luz, cor, forma e volume.


Qual o papel do Arquiteto na sociedade ?

O arquiteto atuante é na maioria das vezes um formador de opinião , lidando   com  o lúdico  e  o belo ,   pode sensibilizar  as pessoas  através  do seu trabalho.
Interfere diretamente na paisagem,  no entorno de uma região, na medida em que planta  prédios . Ou pode até   interferir  no humor e bem estar das pessoas,  habitantes de espaços  agrádaveis , claros e ensolarados ou não...
Que a  boa arquitetura  possa ser  usufruida por todos os cidadãos...

                                                      Osório, 24 de Setembro de 2010.
 
JOSÉ PEDRO MACIEL & MAIRA GUATIMOSIM MACIEL arquitetos
                                                          www.macielemaira.com.br
                                      
                       
                       Por:
                       Gustavo Lagemann Isoppo
                       1º semestre, Arquitetura e Urbanismo, Canoas/RS
                                   Gu_graphics@hotmail.
                                   (51)9325 – 4164, ou  (51)3663 - 3903

domingo, 3 de outubro de 2010



CURIOSIDADE: ORIGEM DO ELEVATOR 

          O princípio de uma plataforma suspensa dentro de uma cabine vertical para o transporte de pessoas ou materiais pesados, foi descrito pela primeira vez pelo arquiteto romano VITRUVIUS, no século I a. C.

         A elevação era obtida utilizando-se um contrapeso, que subia e descia sob o controlo de uma roldana movida por uma manivela do lado de fora da plataforma. 

         É provável que esses elevadores tenham sido utilizados nas casas romanas com vários andares, onde teriam sido operados por escravos. 

       O primeiro elevador conhecido foi o que o rei Luís XV mandou instalar, em 1743, no Palácio de Versalhes. 

       Ligava os seus aposentos ao de sua amante, madame de Châteauroux, no andar de baixo. 

     Não se sabe o nome do inglês que, em 1800, pensou em utilizar um motor a vapor para mover os elevadores. 



      Este motor era instalado no teto e controlava o enrolar e desenrolar do cabo ao redor de um cilindro. 

       Em 1851, o americano Elisha Graves Otis (1811-61) inventou um sistema de segurança que impedia que o cabo balançasse, prendendo-o num trilho e bloqueando-o com uma série de garras. 


       Isso permitia o uso do equipamento também por pessoas. Para mostrar a eficiência de sua invenção, em 1854, ele mandou cortar o cabo de um elevador que ele mesmo pilotava. O primeiro elevador de passageiros foi inaugurado por ele em 23 de Março de 1857 numa loja de cinco andares em Nova York. 


       Em 1867, o francês Léon François Edoux inventou o elevador de coluna hidráulica. 


       O mesmo Edoux construiu, em 1889, um elevador de 160 metros de altura para a Torre Eiffel. 


   Esses elevadores eram 20 vezes mais rápidos do que os seus predecessores, que trabalhavam com tração. 

        Em 1880, a empresa alemã Siemens; Halske utilizou energia elétrica na tração dos elevadores.
        
       Ele subiu 22 metros em 11 segundos. 

   O uso de eletricidade permitiu a introdução de interruptores para controlar o elevador em 1894. 



       Fonte:


       http://www.voxdei.org.br/invencoes.htm

RESUMO: A FORMA NA ARQUITETURA, OSCAR NIEMEYER

A obra em análise é quase uma autobiografia, nos apresenta detalhes importantes da formação e surgimento de um grande artista, que ultrapassa os conceitos gerais da Arquitetura, tornando-se um visionário, um gênio, alguém que sente sua arte, que vive através e por ela.
Este pequeno livro mostra um dos papéis de Oscar Niemeyer para a Arquitetura Brasileira, relatando um pouco de sua infância boêmia vivida no interior do Estado do Rio de Janeiro, destacando também suas principais obras espalhadas pelo mundo e refere-se especificamente ao seu tipo de Arquitetura, sobressaindo-se um assunto polêmico até os dias de hoje “Qual o problema na Forma da Arquitetura”.
Niemeyer tem sua forma de trabalho muito individual, diz que a Arquitetura “ Tem que ter beleza, suavidade com suas curvas, encher os olhos de quem passa,...”, pois bem, foi exatamente isso que introduziu nesta esplêndida fase de sua carreira, formou-se em 1934 na Escola Nacional de Belas Artes, alguns anos depois destacou-se na profissão com suas obras internacionais e nacionais como o Pavilhão de Nova Iorque (1939)  e Pampulha (1940) em Belo Horizonte, em 1945 entrou para o partido comunista, começando daí sua luta idealista, por uma sociedade mais justa, etc. Sua vida profissional nesta época ocupou-se de muito trabalho, de certa forma ficando um pouco isolado do que acontecia fora de seu escritório.
Iniciou sua carreira com Arquitetura Contemporânea, época do ângulo reto, plantas de dentro para fora, da máquina de habitar, como disse Le Corbuseier “ Uma casa é uma máquina de morar”, tempo de imposição de elementos construtivos, atrevendo-me a dizer que foi tempo de produtividade imobiliária, uma arquitetura sem muitas liberdades para invenções de funcionalidade, neste período Niemeyer seguia por uma ideia a embarcar na fantasia e não como a época o induzia, em uma Arquitetura de técnicas construtivas que modificaria as construções da época, transformando as fachadas principalmente, telhados, terraços-jardim,etc.
Após uma fase limitada da Arquitetura Contemporânea, o Arquiteto voltou a praticar as suas ideias contra o Funcionalismo, seguindo daí uma nova técnica de beleza e poesia que caminhavam juntas, uma Arquitetura com leveza, sensualidade feito os corpos das mulheres belas, atraindo-se pelas formas abstratas trazidas em várias épocas da Arquitetura do passado, enfim, após as obras da Pampulha, Niemeyer e os que faziam parte de sua equipe, como Lúcio Costa, Gustavo Campanema e também Le Corbusier, partiram para mais um grande feito da História da Arquitetura, que foi o Palácio da Cultura, uma equipe muito bem engajada, com isso surgiram novos prédios como o da Educação e Saúde, e 20 anos depois Niemeyer e Gustavo Campanema encontraram Benedito Valadares e Juscelino Kubichek para a Construção de Brasília, onde Niemeyer usou de toda  sua inspiração, principalmente para projetar o Palácio da Alvorada, lembrando que também 20 anos após a Construção de Pampulha em Belo Horizonte, seu colega Francês Deroche lhe disse “Pampulha foi um grande entusiasmo da minha geração”.
Podemos citar também além dessas obras, a Escadaria de Emergência do edifício da COPAN, um dos maiores edifícios da América Latina, o Memorial da América Latina, no bairro da Barra Funda, em São Paulo; Novo Museu de Arte, em Curitiba, a Universidade de Constantine, na Argélia; a famosa Casa de Cultura do Havre, na França; fachada da Sede da Editora Mandadori, em Milão na Itália; a grande Sede do Partido Comunista Francês, em París; a sua Casa das Canoas, no Rio de Janeiro, entre tantas outras belas obras do Arquiteto.
Niemeyer entre seus muitos conceitos, tem um em especial, que é muito pessoal, dizendo o seguinte: “o importante para nós em todos os sentidos é a liberdade. Tem que haver fantasia, uma solução diferente. O que vai ficar da Arquitetura, o que ficou, não foram as pequenas casas, e sim as Catedrais, as “Voutes”. Beleza é importante, vendo as Pirâmides, uma coisa sem o menor sentido, mas são tão bonitas, monumentais, que até esquecemos a razão delas e as admiramos, se ficarmos preocupados com a função, fica uma merda”. Um conceito direto, mas que faz muito sentido, realmente beleza é primordial em uma boa Arquitetura, mas não podemos esquecer da funcionalidade, este tipo de façanha é para poucos do ramo, mas ainda existe profissionais com esse dom, e o grande Oscar Niemeyer certamente é um deles, vive hoje na cidade do Rio de Janeiro, tem 102 anos e ainda esta em atividade, um de seus mais recentes projetos que se tem notícia é a  Universidade de Música e Artes Cênicas Dr. Daisaku Ikeda, para a cidade de Araraquara, São Paulo, divulgado pela Revista “Nosso Caminho”. 

                                  Direitos autorais: Gustavo Lagemann Isoppo

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ARQUITETURA E SEUS PERIODOS HISTÓRICOS



     PRÉ HISTÓRIA: Falando de uma forma geral sobre os povos que viviam em cavernas desenhando de forma “Primitiva” para de uma certa forma representar a fertilidade dos animais, e que nos dias de hoje representa um trabalho artístico, nesta época podemos citar também as Stonehenge, que são pedras literalmente de pé, dando um contorno ou forma, sendo uma arquitetura “instintiva”, que para nós  hoje em dia representa apenas simbolicamente.
EGITO: Com o faraó que representava o poder de Deus na terra, que tinha uma mascara chamada de Tutancâmon feita em ouro. Destacam-se também as pirâmides e entre elas a mais famosa chamada de Gizé, sendo um monumento construído com mão-de-obra escrava, servindo também para mostrar que os povos Egípcios realmente acreditavam na vida após a morte e que os corpos deveriam ter um local que conseguissem permanecer circulando e devido a forma das pirâmides, mais próximos do céu, sendo na verdade um grande complexo funerário agrupando três pirâmides: Gizé, Quefren e Miquerinos.
GRÉCIA: Com uma Arquitetura Venusta, possuindo as ordens Dórica, Jônica e Corinthia, diferenciadas pelo afastamento dos capteis das colunas de suas construções, tendo variadas características próprias de estética e beleza. Representavam em esculturas como era o corpo humano, demonstravam expressões e as posições. A construção mais conhecida na Grécia é o Partenom caracterizando-se por ter 8 colunas denominado de Octástilo e com colunas Dóricas, tendo em um dos lados as cariatides que são colunas em forma de mulher.
ROMA: Os romanos foram ao contrário dos gregos, completamente práticos. Possuem duas ordens chamadas de Toscana e Compósita que fazia parte da busca pela perfeita estética e funcionalidade. Foram os primeiros a utilizar o concreto para construção, as casas romanas tinham o formato de pátios centrais, para aproveitar a água da chuva, como uma forma de sustentabilidade> A Arquitetura Romana utilizava Arcos, mais percebidos na cidade de Segória. O Coliseu, que também possuía Arcos, têm os pavimentos com todos os tipos de capteis, foi usado para as batalhas Romanas, construído pelo Imperador Vespasiano, um outro templo da época é o Panteon que utiliza uma cúpula central, com uma concavidade permitindo que a luz natural iluminasse o local.
ROMANICA: Da idade média, era muito baseada ao Neocentrismo e  a religião, representava um estilo criativo com colunas decoradas de esculturas. Tinham belas catedrais como a Dunham, Canterbary na Inglaterra e a catedral de Piza na Itália. Concluindo a aula com a entrega dos resumos da aula anterior.      

GÓTICO: sendo uma arquitetura originária dos Gothos, era uma arquitetura que lidava muito com a simbologia e a religiosidade, utilizavam também as rosáceas e vitrais, uma das principais construções que nos mostra essas características é a Igreja de Notre Dame, em París, mas diferenciando-se com o Gótico da Inglaterra não utiliza muito as rosáceas como se vê na Arquitetura Românica.
RENASCIMENTO: Que foi um período de grandes florescimentos de pensamentos, voltando a ser o mundo antropocêntrico, colocando o homem como o centro do Universo. Nascendo a arquitetura em Florença, onde realmente nasce a figura do arquiteto, utilizando na época poucos livros para pudessem estudar, tinham apenas o livro de Vitruvio, com isso pondo em primeiro lugar as atividades práticas. Nesta época surge também grandes nomes como Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonarroti, Donatello, Rafael Sanzio. A arquitetura Renascentista é completamente racional e simétrica, nas construções de igrejas, baseavam-se nas termas como na arquitetura Romana, surgem também os Palácios de banqueiros, tendo uma das construções mais importantes até os dias de hoje, que é a Villa Rotonda, de Andrea Palladio, em Vicenza.
BARROCO: Que iniciou em Roma, era uma arquitetura que utilizava muitas curvas, com em igrejas católicas, esculturas, com isso reformulando os desenhos da arquitetura religiosa. Ambientalizando as criações em grandes cenários, feita com ouro. Tinha a característica de conter várias artes, difundindo assim a religiosidade.  
NÉOCLASSICO: Que baseava-se em cúpulas, sendo também para legitimar a Democracia, principalmente nos Estados Unidos, destacando as Instituições Governamentais como a Casa Branca. O estilo da arquitetura Neoclássica foi em um período de grandes decisões, onde se tornará então um nova Classe, tendo também uma inspiração na arquitetura Greco Romana.
ARQUITETURA DO FERRO: Existiam as grandes feiras, chamadas de feiras industriais, para construir prédios para depois da sua construção, serem destruídos, era uma arquitetura com estruturas de ferro para dar mais leveza as formas das construções, juntamente com vidros.
ESCOLA DE CHICAGO: Que existiu uma verticalização de edifícios, sendo uma arquitetura tripartida com base, corpo e o coroamento das construções.
ART NOUVEAU: Surgiu como uma tendência arquitetônica inovadora do fim do século XIX: um estilo floreado, em que se destacam as formas orgânicas inspiradas em folhagens, flores, cisnes, labaredas e outros elementos.
Os edifícios apresentam linhas curvas, delicadas, irregulares e assimétricas. Mosaicos e mistura de materiais caracterizam muitas obras arquitetônicas, como as de Antoni Gaudí, expoente do movimento na Espanha. Com cacos de vidro e ladrilhos, ele decora construções como o Parque Güell e a Casa Milá, em Barcelona. A Catedral da Sagrada Família é outra obra sua de destaque.
BAUHAUS: Sendo mais que uma escola de artes e arquitetura, foi um centro de agitação de todas as disposições criativas da época, que assinalou o início de uma nova fase na arquitetura mundial.
Um de seus principais méritos consiste em ter alterado as relações entre desenho e arte industrial. Além disso, as experiências pedagógicas de Klee e Kandisky acabaram sendo publicadas em verdadeiros tratados sobre arte.
   O embrião da Bauhaus foi a escola de artes aplicadas de Weimar, fundada em 1906 pelo grão-duque de Sax-Weimar. Inicialmente foi dirigida por Henry Van de Velde (1863 - 1957), que, quando deixa a Alemanha, indica Walter Gropius (1883 - 1969) como seu sucessor; assumindo a direção em 1919, este reestruturou a escola e a batizou Bauhaus.
  As idéias de Gropius baseavam-se fundamentalmente na combinação de um ideal morrisiano (William Morris, que acreditava que o artista deveria desenhar e executar seu trabalho) com a idéia da unidade entre o monumental, grandioso e os elementos decorativos. Visava criar uma nova forma de arquitetura moderna.
 O primeiro manifesto, influenciado pelos ideais do impressionismo, bastante em voga na Alemanha pós-guerra, proclamava, em tom entusiasta, a união de artistas e arquitetos na procura da melhor relação entre a forma e o material, forma e função e entre a forma e o modo de produção.
 ART DÉCO: Que surge na França em 1925, se prolifera rapidamente aos Estados Unidos, também era um arquitetura abstrata, completamente estética, com a utilização de frisos e curvas, um dos períodos mais famosos é o chrysler building, com grande rigor geométrico. 
MODERNISMO: Que caracterizou-se pela estrita coerência entre as formas sinuosas das fachadas e a ondulante decoração dos interiores. Adotou-se a chamada construção honesta, que permitia vislumbrar vigas e estruturas de ferro combinadas com cristal. Dentro dessa arquitetura modernista existiram duas tendências: as formas sinuosas e orgânicas, de um lado, e as geométricas e abstratas, percursoras da futura arquitetura racionalista, de outro.
                                               
                                   Direitos Autorais: Gustavo Lagemann Isoppo
CURIOSIDADE: CIDADE MAIS ANTIGA DA AMÉRICA DO SUL



          Em 2001, a cidade mais antiga da América do Sul foi oficialmente reconhecida. Datando de 2.600 anos antes de Cristo. Misteriosa, o que mais intriga é que a cidade de Caral tem pirâmides, contemporâneas das Pirâmides do Egito. Há 22 km de Puerto Supe, ao longo da costa deserta, 120 km da capital do Peru, arqueólogos provaram que mesmo em tempos modernos, grandes descobertas ainda podem ser feitas.

         A Antiga Pirâmide de Caral é anterior à civilização Inca perto de 4.000 anos e foi construída um século antes da pirâmide de Gizé. É a mais importante descoberta arqueológica desde a descoberta de Machu Picchu, em 1911. Descobertas em 1905, as ruínas foram rapidamente esquecidas posto que não estavam supridas de ouro e cerâmicas.
        Ruth Shady tem escavado em Caral desde de 1994. Ela é um membro do Museu Arqueológico da Universidade Nacional de São Marcos, em Lima. Desde de 1996, ela tem cooperado com Jonathan Hass,do American Field Museum. Ela notou que certas "formações" eram "pirâmides"; antes, eram consideradas como morros naturais. Sua pesquisa anunciou a datação do carbono quatorze do lugar, na revista Science em 27 de abril de 2001.
        Caral é importante habitat de plantas domésticas, como algodão, feijão, abóbora e goiaba. A ausência de recursos cerâmicos faz com que essas comidas não sejam cozinhadas ― entretanto, podem ser assadas. O Centro se entende por 150 acres e contém seis pedras plataformas tumulares - pirâmides. O morro maior mede de 154 por 138 metros, embora somente 20 metros aflorem à superfície, duas praças, ainda soterradas são a base do túmulo e uma grande praça conecta todos os túmulos.

        A "grande pirâmide do Peru"
  foi geminada com uma escadaria que dá para um átrio, como plataforma, culminando numa residência com aposentos e uma pira cerimonial. Todas as pirâmides foram construídas em uma ou duas fases, o que significa que os monumentos foram planejados. O desenho da praça central é similar às estruturas encontradas nos Andes um milênio depois. Caral é, portanto, berço de nações posteriores.
Ao redor das pirâmides existem muitas estruturas residenciais. Em uma das casas foi encontrado um corpo que estava sepultado na parede; foi morte natural. Não há evidência de sacrifício humano. No meio dos artefatos foram encontradas trinta e duas flautas feitas de ossos de pelicano e de outros de animais, com entalhes representando figuras de pássaros e macacos. Isso mostra que, embora fixados ao longo da costa, os habitantes de Caral estavam familiarizados com animais da Amazônia.

        Como a cultura começou? Antes de Caral, não existe nenhuma evidência exceto a existência de numerosas pequenas vilas. Sugere-se que elas se reuniram em 2.700 antes de Cristo, desenvolveram o cultivo agrícola e técnicas de pescaria. A invenção das redes de pesca de algodão facilitou a indústria . O excesso de comida resultou em comércio com um centro religioso.


        Desassociado do modelo econômico de permuta, o novo modelo fez de Caral um pólo atrativo de pessoas em busca de oportunidades gerando uma mão de obra excedente. Ao que parece essa mão deobra foi utilizada na obra religiosa: a construção de pirâmides. A descoberta de Caral suscita um enigma histórico: ao mesmo tempo, em dois diferentes continentes, aconteceu o "descobrimento da agricultura" e o incremento de atividade ligada à arquitetura e engenharia e, em ambos os casos, com a edificação de pirâmides.

        Este tipo de "templo", "a pirâmide", encontra-se no Peru, Suméria, Egito, China etc., em todo terceiro milênio antes de Cristo. Coincidência, ou evidência de desígnio global? Pesquisas alternativas reabriram o debate, mas os arqueólogos não estão prontos para esclarecer isso. Caral é uma verdade difícil de explicar. É muito antiga. A data de 2.627 antes de cristo sem dúvida é baseada no exame de sacos de fibras trançadas encontrados no Sítio. Estes sacos eram usados para carregar as pedras que seriam utilizadas na construção das pirâmides.

        O material é excelente candidato para datação através de carbono quatorze, que permite uma alta precisão. A cidade tinha uma população de aproximadamente de 3.000 pessoas. Mas havia dezessete outros sítios, permitindo, possivelmente, um total de 20.000 pessoas no vale Supe. Todos esses lugares no Vale Supe eram divididos similarmente como Caral. Eles tinham uma pequena plataforma ou círculos de pedra. Haas acredita que Caral era o centro da civilização, parte de um enorme complexo, com comunidades litorâneas e terras distantes da costa ― como a Amazônia, considerando as pinturas e entalhes encontrados.

        Por uma razão desconhecida, Caral foi abandonada rapidamente depois de um período de 500 anos (2100 AC). Segundo a teoria mais aceita a população migrou devido a uma seca. Os habitantes foram forçados procurar terras férteis. As condições ásperas de vida não desapareceram: de acordo com World Monumento Fund. (WMF), Caral é um dos 100 lugares [sítios arqueológicos] em perigo do mundo, em risco de desaparecer ou ser completamente vandalizado.

        A tarefa é muito mais complicada devido aos ladrões que rondam a área à procura de tesouros arqueológicos. Embora o governo peruano tenha dado meio milhão de dólares em ajuda, Shady argumenta que a ajuda não é suficiente ― e o WMF sempre argumenta que o descaso do governo Peruano é a razão para a decadência do lugar. Doações privadas pararam de ajudar, como as da Companhia Telefônica do Peru. Mas Shady acredita que recursos de preservação venham com o turismo. Com o avanço das escavações e a restauração, Caral pode fazer da rota turística sul-americana, tal como as linhas de Nazca e a famosa Machu Picchu.



Direitos Autorais: Gustavo Isoppo